A transformação digital de uma empresa de comunicação e mídia, vai além de poder oferecer assinaturas digitais e aumentar a distribuição de conteúdo através da web.

Nos últimos anos, a democratização da tecnologia e do acesso à internet provocaram mudanças na forma como a população vive, se relaciona com as marcas e consome informação. Do lado das empresas, esse cenário tem criado desafios em relação à readequação do modelo de negócio, comunicação e contratação de profissionais. Ao mesmo tempo em que gera oportunidades para modelos e produtos inovadores.

Talvez o que ainda não esteja tão evidente são as consequências dessa guinada para as equipes jornalísticas e para as empresas de comunicação, principalmente as pequenas e médias.

Abaixo, é possível visualizar de forma bem clara alguns dos impactos e desafios na transformação digital de um negócio de conteúdo:

Aumento da audiência

Ao transformar um negócio em digital ou aliar o impresso ao digital o aumento da audiência se torna bastante significativo, isso depende de uma plataforma com design responsivo e amigável com os buscadores, além claro da distribuição de um conteúdo relevante e de qualidade;

Criação de novos produtos

Uma equipe criativa com foco em novos produtos criação de serviços e em executar missões cruciais para ampliar a comunicação entre as áreas de tecnologia, editorial e marketing é o que une dois dos negócios que melhor se adequam à nova realidade digital e financeira no exterior e devem ser inspiração para os brasileiros: The Washington Post e The New York Times. A estratégia é a seguinte: dar valor a um negócio, hoje, desvalorizado, obter receitas alternativas e ampliar o atendimento ao consumidor final. Algumas opções criativas para esse são: parcerias, nova forma de monetização de conteúdo e anúncios, coletas de leads para os anunciantes, criação de campanhas de marketing direcionadas para o público alvo do cliente e negociação de pagamentos de acordo com as conversões;

Conexão com novas gerações e públicos

Com a entrada no ambiente digital, a possibilidade de se conectar, gerar relacionamento e receita com outras gerações e públicos é muito maior, além da possibilidade de conhecer os hábitos de consumo e interesses dessas gerações para entregar conteúdo que realmente esse público esteja interessado em consumir;

Conteúdo sob demanda

A menor dependência da publicidade implicará também em menor exigência de volume de conteúdo. Produzir menos deve permitir produzir melhor, em formato e tempo mais adequados ao contexto do público. Com o conteúdo sendo monetizado e considerando que a notícia não escolhe hora, é possível imaginar que teremos um mercado dinâmico de produção de conteúdo. E esse mercado será influenciado diretamente pela demanda criada pelo interesse do público. Isso já acontece em casos como Netflix, HBO, entre outros;

Facilidade para oferecer assinaturas

A facilidade para assinar e deixar de assinar será um diferencial competitivo. A dificuldade para cancelamento será cada vez mais um inibidor para subscrições de médio e longo prazo pois isso é importante um conteúdo relevante aliado a uma plataforma moderna, prática e robusta que atenda às necessidades do mercado;